7 de agosto de 2026

ESSE DEUS PERSONIFICADO PELA RELIGIÃO NÃO EXISTE

A religião sempre desempenhou o papel fundamental na história das pessoas. Na verdade as pessoas de modo geral desejam acreditar em Deus, conforme-lhes foi ensinado. Como explicar que há pastores e pregadores midiáticos ensinando errado sobre costumes e moral religiosa? Há quem permita quase tudo e há quem proíba quase tudo. 

Tomás de Aquino, um dos mais influentes teólogos dominicanos do cristianismo na tradição conhecida como Escolástica, elaborou um tratado filosófico contendo cinco argumentos na tentativa de harmonizar a “fé” e “razão”. Queria provar a existência de Deus e até hoje estes argumentos são ruminados pelos estudantes de teologia nos seminários.

É muito difícil manter autoestima quando o ser humano é mortal, envelhece, fica doente, perde quem ama, não sabe muito bem qual rumo a tomar na vida. Tudo isso é muito complicado para a preservação da autoestima, por conta da tradição judaico-cristã que implantou a teoria do pecado no mundo. O "bem" e o "mal" são perspectivas humanas e não divinas.

Os verdadeiros teólogos, filósofos, historiadores da fé, que estudaram 20, 40 anos, muitos lecionam em universidades nem sequer têm espaço em rádios, TVs, editoras e muito menos são convidados por essas instituições. Os craques da mídia ocuparam todos os espaços. Nada contra eles, mas a verdade é que faltam mestres do saber em muitas emissoras de rádios e TVs e, quando divulgam suas pesquisas científicas, poucos são os interessados.

Poucos são os pastores e pregadores que mostram com conhecimento o que estão dizendo. Não divulgam o evangelho na sua essência. Pregam uma teologia distorcida. Tudo coisa da cabeça do pastor que não concluiu seus estudos de teologia e, se concluiu faltou às aulas de ecumenismo, filosofia, sociologia, pneumatologia, mariologia e escatologia. Achou que bastaria orar muito, ensinar orar e apontar o céu e o inferno para quem quisesse ser cristão.

A separação entre o humano e o natural é uma ilusão. Somos parte de um Todo vivo pulsante, sagrado. Amar é dar Deus para o outro. Amar é estar juntos nos braços da divindade. O povo evangélico ora muito, testemunha muito e abraça todas as devoções do momento, mas quase não lê a Bíblia como deve ser lida e quando lê, interpreta tudo errado, leva ao pé da letra. São analfabetos funcionais que sabe ler, mas não consegue interpretar o que leu.

São poucos os pastores e pregadores que mostram com conhecimento o que estão dizendo. Preferem ouvir seus gurus que lhes ensinam como se comportar nas pregações. Só não lhes ensinam a pensar como cristão raiz. Querem ser mais cristão que o próprio Cristo. São craques em orar, cantar, louvar e dar testemunhos. E isto é bom, mas não basta. Jesus ensinava os apóstolos a pensarem.

A alguns lideres religioso não tem livros de catequese, dicionário de teologia em casa, na cabeceira cama, na estante ou nas bibliotecas das Igrejas. Nunca ouviram falar na pedagogia cristã ensinada por Jesus, aos seus apóstolos. Alguns pregadores de mídia passam horas em retiros falando de anjos, santos, pecado, inferno, céu e santidade, mas não conseguem falar três minutos sobre o significado da fé e da palavra espiritualidade.

Nunca estudaram e seus superiores ocupam pouco tempo com isto. Aprendem a viver como cristão, mas nunca aprenderam a pensar como um verdadeiro cristão. As melhores pessoas que conheço não são evangélicas. E isto é uma grande lacuna na formação desses novos lideres religiosos, pastores, padres e pregadores evangélicos. Estão muito mais preocupados com resultados do que com a formação filosófica e teológica. Trilhar o caminho da fé também requer aprendizado.

Portanto, conhecer a Deus não é um ato de fé cega, mas sim o entendimento racional das causas e das leis da natureza. De modo que Deus é tudo o que é, aquele que Sou. Tudo segue uma necessidade natural, não um propósito divino ou vontade. Deus não é um criador externo, mas a própria estrutura causa e essência de tudo o que existe. Assim sendo, de que adianta falar do meu amor a Deus, se não pratico esse amor com o meu próximo.  

11 de julho de 2026

AMAR É TAMBÉM AJUDAR O OUTRO A EVOLUÍR

A trajetória da vida não é formada apenas por conquistas, títulos ou reconhecimentos. Para Denzel Washington, o verdadeiro significado do sucesso está em uma jornada de transformação que passa pelo aprendizado, pelas realizações e, principalmente, pela capacidade de devolver ao mundo aquilo que foi construído ao longo dos anos.

Na primeira parte da vida, você aprende. Na segunda, você vence. Na terceira, você retribui, apresenta uma visão profunda sobre crescimento pessoal e mostra que as maiores conquistas não terminam quando alcançamos nossos próprios objetivos, mas quando conseguimos ajudar outras pessoas a evoluírem também.

O que significa aprender na primeira fase da vida? A primeira etapa da vida representa o período de formação, descoberta e preparação. É quando acumulamos conhecimento, desenvolvemos habilidades e aprendemos com experiências que moldam nossa personalidade e nossa visão sobre o mundo.

Por que vencer não significa apenas alcançar sucesso material, segundo Denzel Washington? A segunda fase mencionada pelo ator está relacionada às conquistas pessoais e profissionais. É o momento em que todo o aprendizado acumulado começa a gerar resultados e a pessoa passa a colher os frutos do próprio esforço.

No entanto, a ideia de vencer vai muito além de dinheiro, fama ou reconhecimento. Para Washington, uma verdadeira vitória envolve crescimento interior, realização de objetivos e a construção de uma vida com propósito. O sucesso também está relacionado à capacidade de permanecer fiel aos próprios valores enquanto se conquista espaço no mundo. Afinal, alcançar grandes resultados sem equilíbrio ou significado pode gerar uma sensação de vazio.

Por que deixar um legado é mais importante do que acumular conquistas? A reflexão de Denzel Washington apresenta uma visão de sucesso baseada no impacto causado na vida dos outros. As conquistas pessoais podem ser importantes, mas o legado construído permanece muito além dos próprios resultados.

Uma pessoa pode ser lembrada não apenas pelo que alcançou, mas pelas oportunidades que criou, pelas pessoas que inspirou e pelas mudanças positivas que ajudou a promover. Essa perspectiva também reforça a importância da generosidade, da empatia e da responsabilidade. O conhecimento adquirido ao longo da vida ganha ainda mais valor quando deixa de beneficiar apenas uma pessoa e passa a alcançar outras.

Qual é a principal lição da frase de Denzel Washington? A mensagem central da citação é que a vida possui diferentes momentos, e cada um deles tem uma função essencial. Primeiro aprendemos para crescer, depois conquistamos para desenvolver nosso potencial e, finalmente, retribuímos para dar sentido ao caminho percorrido.

O verdadeiro sucesso, segundo essa visão, não está apenas em chegar ao topo, mas em estender a mão para aqueles que ainda estão começando sua jornada. A maior vitória de uma pessoa pode ser perceber que sua experiência se tornou uma inspiração capaz de transformar outras vidas.

9 de maio de 2026

QUEM LÊ NÃO DEPENDE APENAS DO QUE ESCUTA

A leitura é o privilégio de quem decidiu não aceitar o mundo apenas como ele aparece, mas compreendê-lo além da superfície. Ler é mais do que absorver palavras. É desenvolver uma inteligência que percebe nuances, identifica intenções e sustenta opiniões com mais consistência.

Em tempos de excesso de fala e escassez de reflexão, a leitura continua sendo uma das práticas mais poderosas para formar uma mente sólida, lúcida e consciente do próprio valor. Quem lê não depende apenas do que escuta. Aprende a interpretar, comparar, questionar e concluir com maturidade.

E é exatamente aí que nasce uma autoridade verdadeira: não na aparência do saber, mas na profundidade de quem construiu pensamento. A leitura não ornamenta a mente. Ela estrutura, ela fortalece, ela eleva. Ler é um gesto silencioso que, com o tempo, transforma presença em conteúdo e conhecimento em influência.

3 de maio de 2026

COMO PARAR DE SE SENTIR CULPADO?

A culpa é um sentimento que aparece quando nos arrependemos de alguma coisa. Pode ser de uma conduta, uma palavra, uma decisão e até um pensamento. Você provavelmente já fez uma coisa ou duas das quais se arrependeu.

Ela se manifesta em nossa vida de diversas formas: autocrítica que emerge quando memórias do que aconteceu passam pela cabeça, medo das outras pessoas descobrirem o que você fez, e uma sensação desagradável na boca do estômago que acompanha a certeza de que você machucou alguém.

Essa é uma experiência compartilhada pela maioria das pessoas uma vez que cometer erros, não somos perfeitos. Não há como crescer, como pessoa sem errar no meio do caminho. Os erros são um artifício para adquirir sabedoria de vida.

Através deles, conseguimos identificar onde não estamos acertando, avaliar a nossa caminhada até o momento e traçar um novo plano de ação para superar dificuldades. Eles também nos mostram que determinadas ações, decisões, palavras e relacionamentos não são bons tanto para nós quanto para os outros. Por isso, devemos evitá-los.

Mesmo sabendo tudo isso, a culpa pode se alojar na sua mente e gerar perturbação emocional e física. Psicólogos explicam que esse sentimento também possui características positivas. Ele nos motiva a mudar o nosso comportamento para melhor uma vez que reconhecemos nossos erros.

24 de abril de 2026

SÓ EXISTO DE VERDADE QUANDO AMO VERDADEIRAMENTE

Antes que o mundo entrasse em chamas, Viktor Emil Frankl era um neurologista e psiquiatra de sucesso em Viena. Tinha 37 anos, era recém casado com Tilly, o amor da sua vida, e acabara de concluir um manuscrito revolucionário que mudaria a psicologia moderna.

À medida que a sombra da Alemanha nazista avançava sobre a Áustria, judeus começaram a ser presos e deportados. Viktor, graças à sua reputação internacional, recebeu um privilégio que milhões desejariam: um visto para emigrar para os Estados Unidos. Sua fuga estava garantida. Sua carreira, protegida.

Mas seus pais idosos não conseguiam vistos. Se ele fosse embora, eles ficariam sozinhos, à espera de uma deportação praticamente certa. Ele se viu diante da decisão mais difícil de sua vida.

Certa tarde, ao voltar para casa cheio de dúvidas, encontrou o pai chorando diante de um pedaço de mármore. O pai explicou que havia resgatado aquele fragmento das ruínas da principal sinagoga de Viena, destruída pelos nazistas. No mármore havia gravada uma única letra hebraica, parte de um dos Dez Mandamentos:

“Honra teu pai e tua mãe para que teus dias se prolonguem sobre a terra”. Viktor olhou para o mármore, depois para o pai e decidiu. Deixou seu visto expirar. Abriu mão da liberdade para enfrentar o destino ao lado da família. Em setembro de 1942, Viktor, sua esposa e seus pais foram presos e enviados a campos de concentração. Mais tarde, ele foi transferido para Auschwitz.

Ao chegar, enfrentou a temida “seleção”. Um oficial da SS, Josef Mengele, apontava para a direita ou para a esquerda. Direita significava trabalho forçado; esquerda, morte imediata nas câmaras de gás. Viktor foi enviado para a direita. Nos barracões, foi obrigado a se despir.

Ele carregava seu manuscrito escondido no forro do casaco. Tentou implorar a um prisioneiro para ajudá-lo a salvá-lo, dizendo que era o trabalho de sua vida. O homem apenas zombou dele. Tiraram seu casaco, suas roupas, seus documentos, sua identidade. Rasparam sua cabeça. Em seu braço, tatuaram o número 119104.

Viktor Frankl deixou de existir. Agora era apenas mais um número. Ele estava sozinho. Não sabia se sua esposa ainda vivia. Ao redor, o sofrimento era tão extremo que muitos prisioneiros se jogavam nas cercas elétricas para acabar com a dor. Durante três anos, Viktor enfrentou trabalho escravo brutal, cavando valas em solo congelado, alimentando-se apenas de água suja e um pedaço de pão por dia. Seus sapatos se desfizeram. Seus pés se encheram de feridas.

Como psiquiatra, começou a observar algo intrigante: homens fortes fisicamente morriam primeiro, enquanto alguns mais frágeis sobreviviam por meses. A diferença não estava no corpo, mas no espírito. Sobreviviam aqueles que tinham um propósito. Um motivo para continuar. Um “por que”.

Alguns sonhavam em reencontrar filhos. Outros queriam concluir trabalhos importantes. Quem perdia a esperança, morria. Viktor precisava de um propósito. Então começou a reescrever seu manuscrito na mente. Todas as noites, revisava capítulos inteiros mentalmente. Quando encontrava pedaços de papel, anotava palavras-chave com carvão.

Seu objetivo passou a levar ao mundo uma nova compreensão sobre o sofrimento humano. Mesmo em meio ao horror, ajudava outros prisioneiros à beira do suicídio, lembrando-os de que a vida ainda esperava algo deles. Foi ali que chegou à sua maior descoberta: os guardas podiam controlar tudo, como por exemplo: comida, dor, vida ou morte, mas não podiam controlar o que acontecia dentro dele.

Em abril de 1945, o campo foi libertado pelas tropas americanas. Viktor sobreviveu. Pesava apenas 38 quilos e estava doente, mas livre. Voltou a Viena esperando reencontrar sua esposa. Mas recebeu a notícia devastadora: sua mãe havia sido morta em Auschwitz. Seu pai morreu de exaustão. Seu irmão foi assassinado. E Tilly, sua amada, morreu de tifo aos 24 anos.

Ele estava completamente sozinho. Mesmo tendo sobrevivido ao Holocausto, quase sucumbiu à depressão. Sentia que não havia mais sentido. Então se lembrou de seus escritos. Lembrou-se dos homens que morreram sem esperança. Trancou-se em um quarto e, durante nove dias seguidos, ditou sua história e suas ideias. O livro recebeu o título de: “Em Busca de Sentido”.

Nele, escreveu sua ideia mais poderosa: “Tudo pode ser tirado de um homem, exceto uma coisa: a última das liberdades humanas — escolher a própria atitude diante de qualquer circunstância.” O livro foi traduzido para mais de 24 idiomas e se tornou um dos mais influentes do século XX.

Viktor não apenas reconstruiu sua vida — casou-se novamente, teve uma filha — como também ajudou milhares de pessoas ao redor do mundo com sua abordagem terapêutica, a Logoterapia. Ele faleceu em 1997, aos 92 anos. Às vezes, a história não é transformada por impérios ou exércitos. Mas por pessoas que escolhem ouvir a própria consciência e, mesmo na escuridão mais profunda, decidem acender uma luz que nunca se apaga.

12 de abril de 2026

CONHECER A DEUS NÃO É UM ATO DE FÉ CEGA

A religião sempre desempenhou um papel fundamental na história da humanidade. A filosofia não tem a função de negar ou ridicularizar esse grande fato humano que é a religião. Mas, na filosofia tem uma coisa que a religião não tem que é a necessidade de certo “ateísmo metodológico”.

O que isto quer dizer? Que o filósofo tem que ser alguém que não pode ter crenças dentro da pesquisa filosófica. Ainda que se tratasse de Deus, porque para a filosofia Deus não é “impossível” ele é “improvável”. Isto significa que a filosofia não nega e nem afirma a existência de Deus. Amor a Deus, para a filosofia, significa compreender a realidade e a harmonia de tudo o que existe.

Porém, o Deus de Spinoza é a substância única, infinita e imanente que é idêntica à própria Natureza (conceito conhecido como Deus, ou seja, Natureza), não sendo um criador pessoal, antropomórfico ou externo ao mundo. Para o filósofo Baruch Spinoza, tudo o que existe é uma manifestação ou modo dessa substância divina, operando por necessidade lógica e leis naturais, e não por vontade ou propósito, como prega as religiões monoteístas.

Deus não está fora do universo; Deus é o universo. Não há separação entre criador e criatura. Ausência de Antropomorfismo: Deus não tem sentimentos humanos, vontade, raiva ou julgamento moral. O "bem" e o "mal" são perspectivas humanas e não divinas.

Deus é Natureza - Harmonia: Einstein via Deus na "harmonia ordenada do que existe", e não como uma entidade antropomórfica. Ele declarou explicitamente em cartas que não acreditava em um Deus pessoal que se preocupa com as ações e destinos dos seres humanos. Para Einstein esse Deus personificado pela religião não existe.

Essa convergência entre filosofia, ciência e espiritualidade nos convida a uma nova postura diante do mundo. Não se trata de escolher entre Spinoza, Einstein ou os saberes afro-brasileiros. Trata-se de ouvir o que todos eles, em sua diversidade, estão dizendo: a separação entre o humano e o natural é uma ilusão. Somos parte de um todo vivo pulsante, sagrado.

Portanto, conhecer a Deus não é um ato de fé cega, mas sim o entendimento racional das causas e das leis da natureza. De modo que Deus é tudo o que é, aquele que sou. Tudo segue uma necessidade natural, não um propósito divino ou vontade. Deus não é um criador externo, mas a própria estrutura causa e essência de tudo o que existe.

8 de março de 2026

O QUE TODA MULHER GOSTARIA DE OUVIR NO SEU DIA A DIA

Oh! Mulher. É dama, diva. O que quiser. Mata no peito qualquer bola que vier. Nada teme quando quer, joga alto se puder. Mãe, filha, esposa, o que for, mostra sempre o seu valor devagar, alcançou o seu lugar. Enveredou por caminhos diferentes, veio à conquista de presente. Podia estar contente, mas persevera combatente.

Administra os filhos e a casa, de Deus recebeu as asas. Abre caminhos e atalhos. Poema de vida em cachos grisalhos. Em seu ventre tem morada, inquilina muito amada. Nove meses de contrato, do amor se fez o ato. Nesse oito de março, receba bem apertado, o meu abraço. Hoje o mundo é seu espaço. É no presente que se faz o laço.

Mulher, palavras não há para poder agradecer. E só sendo um homem sensível para poder reconhecer, que nada nessa vida é capaz de esconder o tamanho da força que existe dentro de você. Feliz Dia Internacional da Mulher, porque hoje é seu dia e todos os outros dias são para você.

2 de março de 2026

DAMOS POUCA IMPORTÂNCIA AOS NOSSOS SENTIMENTOS

Temos uma tendência a tratar muito mal as nossas emoções. Damos pouca importância aos sentimentos nobres como as emoções. Desde pequeno somos bem adestrados a não sentir emoções. Essa é a educação que recebemos, principalmente em nosso ambiente familiar. Quantos problemas de relacionamento poderiam ser evitados se soubéssemos lidar com as emoções?

Finalmente as pessoas estão acordando para o fato de que a inteligência vai muito mais além do que só o racional. E que essas emoções representam um aspecto importantíssimo do potencial humano. Penso que esse assunto deveria estar na pauta das disciplinas denominadas humanas.

Nossas emoções sempre foram vistas como algo perigoso, que precisa ser reprimido para não atrapalhar a forma lógica de pensar. O primo pobre da nossa personalidade. O ideal desejado pela sociedade, até a bem pouco tempo, eram pessoas frias, absolutamente racionais. O filósofo grego Sócrates, deixou uma frase lapidar: “Conheça-te a ti mesmo”, que mostra a importância de nos conhecermos realmente como somos.

A criatividade, a empatia, a sensibilidade, a plenitude de viver estão associados à recuperação da capacidade de sentir e expressar as emoções. É nessa habilidade social que exige um aprendizado. Aprender em primeiro lugar a nos conhecer e a partir daí, compreender o outro. Estabelecer com o meu próximo, uma relação de empatia e compaixão.

Aprendemos a ler e a escrever, mas não aprendemos no que diz respeito as nossas emoções. Vivemos entre discussões inúteis entre pais e filhos, falta de comunicação ou má comunicação no ambiente escolar, no trabalho, relacionamentos insatisfatórios. No entanto, sabemos que muitas doenças psicossomáticas, são consequências de nossa ignorância emocional, ou seja, do fato de desprezarmos nossos sentimentos ou de não sabermos expressá-los.

Estudos confirmam que 80% das pessoas que procuram médicos, sofrem de doenças emocionais e 37%, sofrem de doenças meramente imaginárias, isto é, acham que estão doentes. São pessoas que sofrem de doenças psicossomáticas, os chamados hipocondríacos. Este é só um pequeno dado do quanto tratamos mal nossos sentimentos.

8 de fevereiro de 2026

CONHECER DEUS NA PERSPECTIVA DE EINSTEIN E SPINOZA

Quando perguntaram a Einstein se ele acreditava em Deus, ele respondeu: “Acredito no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, não no Deus que se interessa pela sorte e pelas ações dos homens”. Para a religião você nunca está pronto, estamos sempre errados! 

O Deus de Spinoza (Deus, ou a Natureza), é a substância única e infinita que constitui tudo o que existe, revelando-se na harmonia e nas leis da natureza, não como um criador transcendente, mas como a própria realidade, incluindo os seres humanos, suas paixões e a razão, sendo que conhecer a Deus é conhecer a si mesmo e o universo.

Para Spinoza, não há um Deus pessoal que julga ou recompensa, mas sim uma ordem imanente onde tudo flui de uma única causa. O "Deus" de Spinoza é uma concepção panteísta e racional, onde o divino se manifesta na ordem e beleza do cosmos e em cada parte dele, convidando à contemplação e ao entendimento racional da existência, e não à adoração de um ser externo ou à submissão a dogmas.

Essa afirmação, embora ecoe o pensamento panteísta de Spinosa, também ressoa em outras tradições filosóficas e espirituais. Albert Einstein, por exemplo, demonstrava grande admiração por essa visão de mundo, enxergando Deus não como uma entidade antropomórfica, mas como a ordem e harmonia do cosmos.

Essa convergência entre filosofia, ciência e espiritualidade nos convida a uma nova postura diante do mundo. Não se trata de escolher entre Spinosa, Einstein ou os saberes afro-brasileiros. Trata-se de ouvir o que todos eles, em sua diversidade, estão dizendo: a separação entre o humano e o natural é uma ilusão. Somos parte de um todo vivo pulsante, sagrado.

Rubem Alves via Deus não como um ser doutrinário ou punitivo, mas como uma presença poética, associando-o à beleza, à natureza (jardins) e à vida, definindo-o frequentemente como uma "fonte de água cristalina" e "amor incurável". Em tempos de crise ambiental, desigualdade e desconexão espiritual, talvez seja hora de parar de discutir quem disse o quê — e começar a viver o que foi dito. Deus é Natureza. Deus é Poesia. Cuide. Ame. Respeite.

24 de janeiro de 2026

EXISTE UMA DOR SILENCIOSA NA MAIORIA DOS HOMENS

Existe uma dor silenciosa presente em muitos homens casados que quase nunca é verbalizada. Não porque ele não tem coragem, mas porque muitos homens não aprenderam a falar sobre sentimentos sem se sentirem fracos, inadequados ou desrespeitados. Essa dor não nasce da falta de sexo em si.

Para muitos homens, o ato sexual poderia acontecer com qualquer mulher. Essa dor nasce da ausência de demonstração de interesse afetivo por parte da esposa, da falta de iniciativa, do desejo claramente demonstrado e da sensação constante de rejeição emocional e íntima.

Para muitos homens, o problema não é ouvir um “não”. O problema é viver em um casamento onde o “sim” parece sempre vir por obrigação. Quando a mulher nunca inicia o contato íntimo, nunca demonstra desejo espontâneo, nunca chama, nunca provoca, nunca se antecipa, o homem começa a interpretar algo muito mais profundo do que a simples rotina sexual.

O homem começa a sentir que é apenas tolerado. Na mente masculina, a ausência de iniciativa não comunica neutralidade. Ela comunica desinteresse. Com o tempo, esse homem passa a ocupar um lugar muito específico dentro do casamento: O lugar do provedor silencioso de um homem que sustenta, resolve, paga, protege e segura tudo, mas não é mais desejado.

Ele se torna o senhor dos boletos, responsabilidades e das cobranças. Mas não o homem do carinho e da atenção. Muitos desses homens continuam fiéis. Continuam presentes e cumprindo seu papel. Mas internamente estão emocionalmente quebrados. Porque o desejo masculino não é apenas físico, como muitos acreditam.

O homem está profundamente ligado à validação, à admiração e ao sentimento de ser aceito. Quando o homem percebe que precisa sempre pedir, insistir ou esperar, algo se quebra dentro dele. Ele passa a se sentir invasivo, indesejado, um incômodo ou até sentir-se o móvel da sala, ninguém mais liga pra ele. E, aos poucos, começa a se retrair.

Portanto, a maioria dos homens não se retrai por falta de amor. Mas por autoproteção emocional. É nesse ponto que muitos casamentos entram em uma zona perigosa: não há mais brigas constantes, não há grandes escândalos, mas também não há conexão ou intimidade. E esse é um dos sinais mais sérios de “Burnout masculino” (esgotamento físico e mental causado por estresse).

10 de janeiro de 2026

TODO FINAL DE ANO VIVEMOS O MESMO TEATRO

Todo final de ano continua a mesma promessa e sorriso forçados, mas o imperador romano Marcos Aurélio, já alertava. A vida de cada homem é aquilo que seus pensamentos fazem dela. Então pense! Por que você gasta mais, bebe mais, se endivida mais e chama isso de felicidade?

Zenão de Cítio, filósofo grego e fundador do estoicismo, ensinava que a multidão vive escrava de ilusões criadas por outros. O natal e o ano novo não são celebrações inocentes. São rituais modernos de distração, feitos para manter você obediente, cansado e quebrado, acreditando que dessa vez tudo vai mudar.

Este é o estoicismo, o vírus mental, o lugar onde ilusões morrem e a consciência nasce. Se você está pronto para sair do ciclo, comente agora: “eu não vivo mais no automático”. Isso marca o início da sua ruptura. As festas de fim de ano, não são o que te ensinaram a acreditar. Elas não existem para celebrar você, sua família ou sua vida. Elas existem para manter o jogo funcionando. Um jogo antigo e bem organizado e extremamente lucrativo.

Onde você entre todos os anos achando que é protagonista, quando na verdade é apenas figurante. O natal e o ano novo funcionam como anestesia social, distraem, entorpece e mantém milhões de pessoas ocupadas demais. Gastando, bebendo e sorrindo, para perceber que estão sendo drenadas. Já dizia Marco Aurélio, que o homem se torna escravo daquilo que não questiona.

De modo que, poucos rituais são tão pouco questionados quanto essas datas. Observe o padrão, todo ano o mesmo roteiro. Luzes artificiais, músicas repetidas, discursos sobre amor e renovação. Mas na prática o que acontece? Pessoas gastando o que não tem para impressionar, quem não importa. Presentes comprados por obrigação, não por afeto. Cartão estourado, limites ultrapassados, divida normalizado.

Porém, tudo é embalado numa falsa sensação de pertencimento. Você não está celebrando, está obedecendo, está cumprindo um script social, que foi escrito muito antes de você nascer. Os estoicos enxergariam isso com clareza brutal. Zenão de Cítio ensinava que a maioria das pessoas, vive como animais, guiados por impulsos externos. Reagindo a estímulos criados por outros. O natal moderno é exatamente isso, um estímulo emocional cuidadosamente construído para ativar culpa, comparação e consumo.

Por conseguinte, se você não compra você é visto como frio, se não participa é estranho, se não gasta é egoísta. A pressão não é sutil ela é psicológica. E você cede porque quer se sentir parte de algo, mesmo que esse algo te empurre para o fundo e então vem o excesso. Bebida ruim em quantidade absurda, comida sem qualidade, só volume.

É servido um peru seco como símbolo de fartura. Enquanto isso sua conta bancária entra em estado crítico. Tudo isso é vendido como celebração, mas o corpo sente o impacto, o estomago pesa, a mente fica lenta. O dia seguinte chega com ressaca física e moral. O estoico busca temperança, o sistema promove exagero.

Pessoas cansadas não questionam, pessoas entorpecidas não reagem, pessoas endividadas obedecem. O ano novo é apenas a continuação da piada. Pessoas se deslocando em massa, pagando caro para dormir mal, comer pior e se iludir mais. Casas lotadas, colchões no chão, filas para tudo. Acreditam que mudar o cenário muda a vida, pulam ondas, vestem branco, fazem promessas vazias.

Portanto, o filósofo grego Epicteto já alertava, não são os eventos que perturbam os homens, mas o julgamento que eles fazem sobre eles. E o julgamento aqui é infantil. Nenhuma virada de calendário muda quem você é, nenhum ritual apaga hábitos, nenhuma superstição substitui disciplina. Enquanto isso o sistema já fez a conta. O décimo terceiro evapora, janeiro chega pesado, silencioso e cruel. Contas acumuladas, cartão estourado, motivação zero. Volta ao trabalho cansado, frustrado e ainda assim, acreditando que ano que vem vai ser diferente. Contudo, essa é a armadilha mais eficiente de todas.  

13 de outubro de 2025

O PRESSUPOSTO DO AMOR É VIVER EM HARMONIA

Se o pressuposto do amor é amar e viver em harmonia, então, por que sofremos tanto por amor? Por que maltratamos e machucamos o nosso amor? Será que desconhecemos a importância do amor para a nossa vida? A palavra amor tem mais sentido para nós humanos do que qualquer outra palavra.

Quando estamos diante de alguém que nos desperta emoção ou encantamento, está aí a gênese do amor. Somos tomados por uma ternura que nos convida a uma fusão. Esse despertar começa brando, suave e macio e, aos poucos, vai contaminando todo o nosso ser, da cabeça aos pés. Somos tomados por um torpor, uma sensação de prazer à vista.

O estado mais gostoso da vida é quando estamos encantados por alguém. Já no primeiro olhar sentimos algo tocar o nosso coração de uma forma diferente. Parece que o corpo caminha sem destino em uma fauna de prazeres, enquanto a razão despenca do penhasco para os braços da divindade. É isso que o amor nos faz sentir.

É como uma taça de vinho, ficamos totalmente embriagados nesta atmosfera romântica. Sentimos que o amor tem duas funções: primeiro leva-nos à descoberta de nós mesmo enquanto humanos capazes de amar e ser amado. A segunda nos põe em contato com a divindade, a eternidade, o infinito ou o ilimitado. Isto só se dá entre duas pessoas que se proponham a viver um romance ou um caso de amor.

Na vida, se há amor, tudo se dá num estado de poesia. Sobretudo, por ser a vida um grande orgasmo do Criador. Uma vida bem vivida deve ser envolvida por outras vidas que amam a vida. Porque no amor, os momentos são eternos, pessoas são únicas e a vida é uma só, então, vamos aproveitar bem tudo que o nosso coração sentir. Pois da vida nada se leva a não ser a vida que se leva!

4 de outubro de 2025

LER É ABRIR A MENTE PARA UM UNIVERSO REPLETO

A leitura é o veículo possante. Que tem sempre as portas bem abertas. Leva o sábio a grandes descobertas. Deixa sábio o pior ignorante. Gentilmente conduz o curioso. Por estradas sem pedras ou torrão. Prosa ou verso, soneto ou redação. Faz do fraco guerreiro valoroso.

Mesmo tendo uma forte propulsão. O seu tanque precisa abastecer. Mas não tem no mercado pra comprar. Pra você ingressar neste avião, duas coisas terá que oferecer Interesse e total dedicação. Ler é abrir a mente para um universo repleto. A leitura nos dá um passaporte para viajar. Interpretar um bom livro deixa-nos completo. É um êxtase abrir, ler, se inteirar e amar.

Nesse mundão tão formidável que é ler. Encanta a todos que se permitem entrar. Ficar sem folhear um livro é como morrer. Nessas histórias incríveis é só mergulhar. Em um oceano literário que não tem fim. Se perder por significados e sentimentos. Não existe melhor situação para mim. Personagens, enredo, emoção e tensão. Essa simbiose entre o leitor e o livro é algo único, uma fulminante paixão.

23 de setembro de 2025

AMOR QUE SE PREZA NÃO TE DESPREZA

O primeiro amor nem sempre chega na ordem certa. Às vezes, ele vem quando a alma já carrega cicatrizes e o tempo já desenhou histórias em nossa pele. Mas há algo mágico nisso: os amores tardios trazem uma intensidade diferente, um calor que não queima, mas aquece um refúgio onde o cheiro é de lar e os beijos têm o sabor exato de cereja com romã.

Quando acumulamos fracassos sentimentais, sentimos que nosso coração, outrora vivo e pulsante, se tornou pedra e afundou no poço do desencanto. Mas o amor, quando verdadeiro, nos prova que até as pedras podem florescer.

Com o passar dos anos, podemos nos enxergar como frutas maduras, ligeiramente marcadas pelo tempo. Mas é preciso lembrar: o sabor mais doce vem da maturidade, não da imaturidade. O que nos define não são as feridas que carregamos, mas a capacidade de sentir, de desejar, de nos entregar sem medo.

Nesse encontro, ninguém precisa renunciar ao passado. Ele simplesmente coexiste, assim como nossas cicatrizes e rugas, que contam histórias de vida e não de fraqueza. Porque o amor maduro não entende de idade — ele compreende apenas a alma.

Então, não importa se o primeiro amor não chegou na juventude. A vida nunca segue uma ordem perfeita, mas sempre tem um jeito maravilhosamente caótico de nos surpreender. E enquanto tivermos sonhos e um coração que se recusa a envelhecer, sempre haverá espaço para um amor que chega no tempo certo, mesmo que esse tempo seja agora.

24 de agosto de 2025

O AMOR NÃO DESAPARECE, ELE SÓ MUDA DE ROSTO

Antes de conhecer Bruce Willis, Demi Moore não vivia, ela sobrevivia. Sua infância foi uma sequência de feridas: doenças, indiferença dos pais, crueldades de terceiros. Na juventude, solidão, drogas, uma vida vazia. Ela sabia sorrir, mas por trás desse sorriso havia um grito. E de repente, em 1987, ele surgiu em sua vida. Quem?

Bruce não foi apenas um marido para ela. Ele foi o primeiro homem a tratá-la com respeito. Que não a humilhou, não a traiu, não a abandonou, mas sim, a protegeu, deu apoio, aqueceu com seu afeto. Com ele, ela sentiu-se segura pela primeira vez. Com ele, ela compreendeu o que era ter um companheiro, ter um lar.

Eles se casaram, criaram três filhas juntos, compartilharam alegrias e dificuldades, construíram algo que parecia impossível de ser destruído. E mesmo quando o casamento deles terminou, a proximidade permaneceu. Eles continuaram a criar os filhos juntos, a celebrar festas, a se reunir em torno da mesma mesa, e entre eles sempre se manteve o respeito e a ternura que raramente sobrevive ao divórcio.

Agora, tudo mudou. A doença, pouco a pouco, está tirando de Bruce o mais precioso, a memória, a claridade, a capacidade de ser o homem forte que sempre foi. Mas ao lado dele está, mais uma vez, Demi. Só que agora ela é o apoio e a memória que ele está perdendo.

Ela segura sua mão quando ele se perde em seus pensamentos, guarda sua paz, protege a dignidade que a doença tenta roubar. Ela faz isso não por pena e nem por obrigação. Ela o faz porque o amor que ele lhe deu um dia, deixou uma marca eterna em seu coração. Porque quando alguém realmente te vê, quando te aceita sem condições e te ama, isso não se esquece jamais.

Hoje, quando Demi Moore abraça Bruce Willis, ela o faz com a mesma ternura que um dia a salvou. Já se passaram mais de vinte anos desde que o casamento deles terminou, mas a história deles nunca acabou. O verdadeiro amor nem sempre dura do mesmo jeito a vida toda. Às vezes, ele morre como paixão, mas renasce como carinho. Às vezes desaparece como casamento, mas permanece como fidelidade. Ele nunca vai embora para sempre. Ele apenas aprende a viver de um jeito novo.

E o que Demi faz hoje prova que o amor não são apenas votos no dia do casamento. É estar ao lado em silêncio quando não há mais palavras. É estar presente quando todos os outros vão embora. É segurar a mão quando a pessoa já não se lembra mais de quem é. Porque, o verdadeiro amor não desaparece. Ele apenas muda de rosto para continuar a proteger.

17 de agosto de 2025

SE UM DIA A LEMBRANÇA ME ABANDONAR

Talvez um dia eu me esqueça, dos nomes, dos lugares, dos porquês. Talvez minhas mãos não saibam mais onde pousar. E meus olhos vagueiem por rostos familiares sem encontrar abrigo no reconhecimento. Talvez eu não saiba mais quem eu sou.

Mas ainda assim, terá valido a pena ser. Porque a história que vivemos não depende só da memória. Ela mora em outros. Mora em quem ouviu meu riso e se sentiu mais leve. Em quem chorou comigo e se sentiu menos só. Em quem eu toquei com presença, com cuidado, com verdade.

Se um dia a lembrança me abandonar, espero que o amor que dei ainda permaneça. Porque o amor não se apaga. E quando já não puder contar a minha própria história, que ela continue sendo contada por quem fui abrigo. Por quem fui passagem, nesse trem da vida. Por quem me amou, mesmo quando eu já não sabia mais o que era amor.

É por isso que vale a pena viver com inteireza. Porque mesmo quando tudo se desfaz, a parte de nós que se fez amor permanece. E essa parte! Bem, essa parte ninguém esquece. Dai contarei sobre o que de mais belo já vivi, o amor. E todas as minhas histórias se tornarão apenas mais uma.

10 de agosto de 2025

PAI NÃO É PARA SEMPRE, MAS PODE SER

Pai não é para sempre. Mas o que um pai faz pode ser. Às vezes é um gesto. Às vezes o silêncio. Às vezes é um erro cheio de boas intenções. Tem pai que ensinou com palavras, e tem pai que ensinou o jeito de abrir o portão. Tem filho que espera o pai mudar. Mas, às vezes o que precisa mudar é o nosso olhar para com o nosso pai.

Ninguém sai ileso da paternidade, nem quem oferece e nem quem recebe. Tem pai que tentou acertar e errou. Tem pai que se afastou tentando proteger. E tem pai que fez o que dava, o que tinha e no tempo que podia. Se você é pai como eu, entenda isso. O que você está construindo agora, vai ser como você será lembrado ou esquecido para sempre.

Nada tem o efeito mais forte numa criança que uma vida não vivida dos pais. Então, viva, sinta, demonstra. Porque amanhã não é garantia. E você, que é filho, ouve o que vou te falar, ainda dá tempo. Tempo de parar de esperar um pai imaginário, e se entregar e enxergar o homem real que você tem do seu lado.

Tempo de lembrar-se de uma ligação que vale mais que um orgulho. Um abraço improvisado, vale mais que qualquer presente, caro. Porque tem filho que só entendeu o valor do pai, quando não dava mais tempo. Tempo de dizer. Obrigado pai. Às vezes a gente banaliza o que já é um milagre e só percebe o quanto era sagrado, quando não tem mais volta. Se ele ainda está aqui com você, aproveita.

Se ele errou, perdoa! Se ele não foi tudo o que você queria, reconhece o que ele conseguiu ser para você e para quem estava do teu lado. Amor de pai, não precisa ser perfeito. Ele só precisa ser vivo. Inventa um café da manhã, manda um áudio para ele, marca uma bobeira e vão fazer nada juntos. Sai por aí andando, conversando qualquer bobagem. Porque ele já criou uma coisa, um milagre. Ele criou você. E agora talvez seja a sua vez de criar algo por ele.

Porque às vezes o herói que te salvou não usava capa. Ele usava um chinelo qualquer, com aquele jeitão dele, uma carteira meio gasta. E um coração às vezes cansado, que cansou de tentar. Se ele já foi, que essa reflexão seja o teu abraço. Mas se ele ainda está aqui me responda com esse coração aberto. Abre ele para mim agora. O que é que ainda dá tempo de você viver com ele? Pensa! O que é que ainda dá tempo de viver com seu pai? É bom pensar nisso e agir rápido! Nada é por acaso nessa reflexão. 

Feliz dia dos Pais!

3 de agosto de 2025

A ARTE DE VIVER É UMA HABILIDADE RARA

A velhice não aceita despreparo. Ela não chega com delicadeza, e quem a espera de mãos vazias, sente o peso da dependência. Prepare-se. Tenha algo guardado, um teto seguro, um carro à disposição. Mas acima de tudo: que tudo isso seja seu. Porque envelhecer com dignidade exige autonomia.

Não reescreva seus bens. Não confie cegamente que alguém cuidará de você como você cuida de si. Seja leve: menos posses, mais paz. Quanto mais coisas você tem, mais elas te exigem e, se não perceber, passam a te possuir.

A arte de viver é uma habilidade rara. É saber dormir profundamente, comer com prazer, rir com liberdade — e não se deixar consumir pelas preocupações. Lembre-se: neste mundo, nada é realmente nosso.

E quanto menos pertencermos às coisas, mais livres será por dentro. A verdadeira prisão é a do apego. E a liberdade começa quando aprendemos a viver com o essencial.

26 de julho de 2025

AMOR E AMIZADE DEPOIS DE UMA CERTA IDADE

É erótico ver uma mulher que sorri, que chora, que vacila, que fica linda sendo sincera, que fica uma delícia sendo divertida, que deixa qualquer um maluco sendo inteligente. Uma mulher que diz o que pensa sem ser grosseira, que diz o que sente e o que pretende, sem meias-verdades, sem esconder seus pequenos defeitos. Aliás, deveríamos nos orgulhar de nossas falhas, é o que nos torna humanos.

Assim sendo, também é complicado para a mulher abrir mão de pudores verbais, expor seus segredos e insanidades, revelar seu interior. É por viver dentro de uma cultura, que assim nos comportamos. Despir nossa alma e mostrar pra valer quem somos e o que trazemos no coração.

Se um dia a vida te der alguém que te ofereça tudo o que tem, suas virtudes e seus defeitos, seus anjos e seus demônios. Se um dia a vida te oferecer alguém que te faça ser quem você realmente é, com seus medos e seus sonhos, suas fantasias e suas loucuras. Se um dia a vida te presentear com alguém com quem você queira estar para sempre, nas noites de festa e nos dias tranquilos. Aceite!

Aceite alguém que, a cada abraço, se funde com o seu corpo. Alguém que tenha a própria vida e respeite a sua. Se um dia a vida te unir a alguém que só quer te fazer rir, que quer saber tudo sobre você, que te valoriza, te entende e te ajuda a crescer. Se um dia você encontrar alguém assim, segure sua mão com força e nunca solte, porque a vida não te oferecerá esse tesouro duas vezes. Simplesmente ouse amar e se deixe amar, porque só o amor nos faz evoluir.

16 de julho de 2025

NOSSOS DESEJOS MUNDAM COM O NOSSO CORPO

A idade mais bonita de uma pessoa é quando ela percebe que ser feliz é viver a vida sem depender da aprovação dos outros, é quando ela começa a deixar de esperar que os outros lhe aceite, porque ela já se aceitou, e isto é o bastante para que a felicidade seja sua companheira.

A felicidade não vem de fora, não vem de um homem, de uma mulher, de um lugar ou coisa, a felicidade vem de dentro. Ela está em nós, em sermos gratos pelo que temos pelo que somos e pelo respeito que damos as nossas limitações. Não somos os mesmos, estamos em constantes mudanças.

Perguntaram-me: A vida muda depois dos cinquenta anos? Claro que muda. Assim como mudou em todas as fases. Depois dos 10, dos 15, dos 20, dos 30, dos 40; a vida é uma eterna mudança. O nosso corpo muda, a nossa pele muda, os nossos desejos mudam. E daí? O problema não está nestas mudanças. O problema está em não aceitarmos as mudanças com serenidade.

Cada fase da vida teve o seu brilho, e as que ainda estão por vir, terão outros brilhos. O que não pode vir é a desistência de viver o que queremos, com medo do julgamento dos outros. Vá ser feliz do seu jeito, sem se preocupar com as mudanças, se ajuste a elas, pois elas são a sua história.

Portanto, assim sendo não empreste seus olhos, seus pensamentos, seus sonhos, seu coração para o negativismo, veja tudo pelo lado positivo. Sua idade nunca te parou, e não será agora que vai te parar. Viva o hoje!

ESSE DEUS PERSONIFICADO PELA RELIGIÃO NÃO EXISTE

A religião sempre desempenhou o papel fundamental na história das pessoas. Na verdade as pessoas de modo geral desejam acreditar em Deus, co...