A
velhice não aceita despreparo. Ela não chega com delicadeza, e quem a espera de
mãos vazias, sente o peso da dependência. Prepare-se. Tenha algo guardado, um
teto seguro, um carro à disposição. Mas acima de tudo: que tudo isso seja seu. Porque
envelhecer com dignidade exige autonomia.
Não
reescreva seus bens. Não confie cegamente que alguém cuidará de você como você
cuida de si. Seja leve: menos posses, mais paz. Quanto mais coisas você tem,
mais elas te exigem e, se não perceber, passam a te possuir.
A
arte de viver é uma habilidade rara. É saber dormir profundamente, comer com
prazer, rir com liberdade — e não se deixar consumir pelas preocupações. Lembre-se:
neste mundo, nada é realmente nosso.
E
quanto menos pertencermos às coisas, mais livres será por dentro. A verdadeira
prisão é a do apego. E a liberdade começa quando aprendemos a viver com o
essencial.
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