2 de março de 2026

DAMOS POUCA IMPORTÂNCIA AOS NOSSOS SENTIMENTOS

Temos uma tendência a tratar muito mal as nossas emoções. Damos pouca importância aos sentimentos nobres como as emoções. Desde pequeno somos bem adestrados a não sentir emoções. Essa é a educação que recebemos, principalmente em nosso ambiente familiar. Quantos problemas de relacionamento poderiam ser evitados se soubéssemos lidar com as emoções?

Finalmente as pessoas estão acordando para o fato de que a inteligência vai muito mais além do que só o racional. E que essas emoções representam um aspecto importantíssimo do potencial humano. Penso que esse assunto deveria estar na pauta das disciplinas denominadas humanas.

Nossas emoções sempre foram vistas como algo perigoso, que precisa ser reprimido para não atrapalhar a forma lógica de pensar. O primo pobre da nossa personalidade. O ideal desejado pela sociedade, até a bem pouco tempo, eram pessoas frias, absolutamente racionais. O filósofo grego Sócrates, deixou uma frase lapidar: “Conheça-te a ti mesmo”, que mostra a importância de nos conhecermos realmente como somos.

A criatividade, a empatia, a sensibilidade, a plenitude de viver estão associados à recuperação da capacidade de sentir e expressar as emoções. É nessa habilidade social que exige um aprendizado. Aprender em primeiro lugar a nos conhecer e a partir daí, compreender o outro. Estabelecer com o meu próximo, uma relação de empatia e compaixão.

Aprendemos a ler e a escrever, mas não aprendemos no que diz respeito as nossas emoções. Vivemos entre discussões inúteis entre pais e filhos, falta de comunicação ou má comunicação no ambiente escolar, no trabalho, relacionamentos insatisfatórios. No entanto, sabemos que muitas doenças psicossomáticas, são consequências de nossa ignorância emocional, ou seja, do foto de desprezarmos nossos sentimentos ou de não sabermos expressá-los.

Estudos confirmam que 80% das pessoas que procuram médicos, sofrem de doenças emocionais e 37%, sofrem de doenças meramente imaginárias, isto é, acham que estão doentes. São pessoas que sofrem de doenças psicossomáticas, os chamados hipocondríacos. Este é só um pequeno dado do quanto tratamos mal nossos sentimentos.

8 de fevereiro de 2026

CONHECER DEUS NA PERSPECTIVA DE EINSTEIN E SPINOZA

Quando perguntaram a Einstein se ele acreditava em Deus, ele respondeu: “Acredito no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, não no Deus que se interessa pela sorte e pelas ações dos homens”. Para a religião você nunca está pronto, estamos sempre errados! 

O Deus de Spinoza (Deus, ou a Natureza), é a substância única e infinita que constitui tudo o que existe, revelando-se na harmonia e nas leis da natureza, não como um criador transcendente, mas como a própria realidade, incluindo os seres humanos, suas paixões e a razão, sendo que conhecer a Deus é conhecer a si mesmo e o universo.

Para Spinoza, não há um Deus pessoal que julga ou recompensa, mas sim uma ordem imanente onde tudo flui de uma única causa. O "Deus" de Spinoza é uma concepção panteísta e racional, onde o divino se manifesta na ordem e beleza do cosmos e em cada parte dele, convidando à contemplação e ao entendimento racional da existência, e não à adoração de um ser externo ou à submissão a dogmas.

Essa afirmação, embora ecoe o pensamento panteísta de Spinosa, também ressoa em outras tradições filosóficas e espirituais. Albert Einstein, por exemplo, demonstrava grande admiração por essa visão de mundo, enxergando Deus não como uma entidade antropomórfica, mas como a ordem e harmonia do cosmos.

Essa convergência entre filosofia, ciência e espiritualidade nos convida a uma nova postura diante do mundo. Não se trata de escolher entre Spinosa, Einstein ou os saberes afro-brasileiros. Trata-se de ouvir o que todos eles, em sua diversidade, estão dizendo: a separação entre o humano e o natural é uma ilusão. Somos parte de um todo vivo pulsante, sagrado.

Rubem Alves via Deus não como um ser doutrinário ou punitivo, mas como uma presença poética, associando-o à beleza, à natureza (jardins) e à vida, definindo-o frequentemente como uma "fonte de água cristalina" e "amor incurável". Em tempos de crise ambiental, desigualdade e desconexão espiritual, talvez seja hora de parar de discutir quem disse o quê — e começar a viver o que foi dito. Deus é Natureza. Deus é Poesia. Cuide. Ame. Respeite.

24 de janeiro de 2026

EXISTE UMA DOR SILENCIOSA NA MAIORIA DOS HOMENS

Existe uma dor silenciosa presente em muitos homens casados que quase nunca é verbalizada. Não porque ele não tem coragem, mas porque muitos homens não aprenderam a falar sobre sentimentos sem se sentirem fracos, inadequados ou desrespeitados. Essa dor não nasce da falta de sexo em si.

Para muitos homens, o ato sexual poderia acontecer com qualquer mulher. Essa dor nasce da ausência de demonstração de interesse afetivo por parte da esposa, da falta de iniciativa, do desejo claramente demonstrado e da sensação constante de rejeição emocional e íntima.

Para muitos homens, o problema não é ouvir um “não”. O problema é viver em um casamento onde o “sim” parece sempre vir por obrigação. Quando a mulher nunca inicia o contato íntimo, nunca demonstra desejo espontâneo, nunca chama, nunca provoca, nunca se antecipa, o homem começa a interpretar algo muito mais profundo do que a simples rotina sexual.

O homem começa a sentir que é apenas tolerado. Na mente masculina, a ausência de iniciativa não comunica neutralidade. Ela comunica desinteresse. Com o tempo, esse homem passa a ocupar um lugar muito específico dentro do casamento: O lugar do provedor silencioso de um homem que sustenta, resolve, paga, protege e segura tudo, mas não é mais desejado.

Ele se torna o senhor dos boletos, responsabilidades e das cobranças. Mas não o homem do carinho e da atenção. Muitos desses homens continuam fiéis. Continuam presentes e cumprindo seu papel. Mas internamente estão emocionalmente quebrados. Porque o desejo masculino não é apenas físico, como muitos acreditam.

O homem está profundamente ligado à validação, à admiração e ao sentimento de ser aceito. Quando o homem percebe que precisa sempre pedir, insistir ou esperar, algo se quebra dentro dele. Ele passa a se sentir invasivo, indesejado, um incômodo ou até sentir-se o móvel da sala, ninguém mais liga pra ele. E, aos poucos, começa a se retrair.

Portanto, a maioria dos homens não se retrai por falta de amor. Mas por autoproteção emocional. É nesse ponto que muitos casamentos entram em uma zona perigosa: não há mais brigas constantes, não há grandes escândalos, mas também não há conexão ou intimidade. E esse é um dos sinais mais sérios de “Burnout masculino” (esgotamento físico e mental causado por estresse).

10 de janeiro de 2026

TODO FINAL DE ANO VIVEMOS O MESMO TEATRO

Todo final de ano continua a mesma promessa e sorriso forçados, mas o imperador romano Marcos Aurélio, já alertava. A vida de cada homem é aquilo que seus pensamentos fazem dela. Então pense! Por que você gasta mais, bebe mais, se endivida mais e chama isso de felicidade?

Zenão de Cítio, filósofo grego e fundador do estoicismo, ensinava que a multidão vive escrava de ilusões criadas por outros. O natal e o ano novo não são celebrações inocentes. São rituais modernos de distração, feitos para manter você obediente, cansado e quebrado, acreditando que dessa vez tudo vai mudar.

Este é o estoicismo, o vírus mental, o lugar onde ilusões morrem e a consciência nasce. Se você está pronto para sair do ciclo, comente agora: “eu não vivo mais no automático”. Isso marca o início da sua ruptura. As festas de fim de ano, não são o que te ensinaram a acreditar. Elas não existem para celebrar você, sua família ou sua vida. Elas existem para manter o jogo funcionando. Um jogo antigo e bem organizado e extremamente lucrativo.

Onde você entre todos os anos achando que é protagonista, quando na verdade é apenas figurante. O natal e o ano novo funcionam como anestesia social, distraem, entorpece e mantém milhões de pessoas ocupadas demais. Gastando, bebendo e sorrindo, para perceber que estão sendo drenadas. Já dizia Marco Aurélio, que o homem se torna escravo daquilo que não questiona.

De modo que, poucos rituais são tão pouco questionados quanto essas datas. Observe o padrão, todo ano o mesmo roteiro. Luzes artificiais, músicas repetidas, discursos sobre amor e renovação. Mas na prática o que acontece? Pessoas gastando o que não tem para impressionar, quem não importa. Presentes comprados por obrigação, não por afeto. Cartão estourado, limites ultrapassados, divida normalizado.

Porém, tudo é embalado numa falsa sensação de pertencimento. Você não está celebrando, está obedecendo, está cumprindo um script social, que foi escrito muito antes de você nascer. Os estoicos enxergariam isso com clareza brutal. Zenão de Cítio ensinava que a maioria das pessoas, vive como animais, guiados por impulsos externos. Reagindo a estímulos criados por outros. O natal moderno é exatamente isso, um estímulo emocional cuidadosamente construído para ativar culpa, comparação e consumo.

Por conseguinte, se você não compra você é visto como frio, se não participa é estranho, se não gasta é egoísta. A pressão não é sutil ela é psicológica. E você cede porque quer se sentir parte de algo, mesmo que esse algo te empurre para o fundo e então vem o excesso. Bebida ruim em quantidade absurda, comida sem qualidade, só volume.

É servido um peru seco como símbolo de fartura. Enquanto isso sua conta bancária entra em estado crítico. Tudo isso é vendido como celebração, mas o corpo sente o impacto, o estomago pesa, a mente fica lenta. O dia seguinte chega com ressaca física e moral. O estoico busca temperança, o sistema promove exagero.

Pessoas cansadas não questionam, pessoas entorpecidas não reagem, pessoas endividadas obedecem. O ano novo é apenas a continuação da piada. Pessoas se deslocando em massa, pagando caro para dormir mal, comer pior e se iludir mais. Casas lotadas, colchões no chão, filas para tudo. Acreditam que mudar o cenário muda a vida, pulam ondas, vestem branco, fazem promessas vazias.

Portanto, o filósofo grego Epicteto já alertava, não são os eventos que perturbam os homens, mas o julgamento que eles fazem sobre eles. E o julgamento aqui é infantil. Nenhuma virada de calendário muda quem você é, nenhum ritual apaga hábitos, nenhuma superstição substitui disciplina. Enquanto isso o sistema já fez a conta. O décimo terceiro evapora, janeiro chega pesado, silencioso e cruel. Contas acumuladas, cartão estourado, motivação zero. Volta ao trabalho cansado, frustrado e ainda assim, acreditando que ano que vem vai ser diferente. Contudo, essa é a armadilha mais eficiente de todas.  

13 de outubro de 2025

O PRESSUPOSTO DO AMOR É VIVER EM HARMONIA

Se o pressuposto do amor é amar e viver em harmonia, então, por que sofremos tanto por amor? Por que maltratamos e machucamos o nosso amor? Será que desconhecemos a importância do amor para a nossa vida? A palavra amor tem mais sentido para nós humanos do que qualquer outra palavra.

Quando estamos diante de alguém que nos desperta emoção ou encantamento, está aí a gênese do amor. Somos tomados por uma ternura que nos convida a uma fusão. Esse despertar começa brando, suave e macio e, aos poucos, vai contaminando todo o nosso ser, da cabeça aos pés. Somos tomados por um torpor, uma sensação de prazer à vista.

O estado mais gostoso da vida é quando estamos encantados por alguém. Já no primeiro olhar sentimos algo tocar o nosso coração de uma forma diferente. Parece que o corpo caminha sem destino em uma fauna de prazeres, enquanto a razão despenca do penhasco para os braços da divindade. É isso que o amor nos faz sentir.

É como uma taça de vinho, ficamos totalmente embriagados nesta atmosfera romântica. Sentimos que o amor tem duas funções: primeiro leva-nos à descoberta de nós mesmo enquanto humanos capazes de amar e ser amado. A segunda nos põe em contato com a divindade, a eternidade, o infinito ou o ilimitado. Isto só se dá entre duas pessoas que se proponham a viver um romance ou um caso de amor.

Na vida, se há amor, tudo se dá num estado de poesia. Sobretudo, por ser a vida um grande orgasmo do Criador. Uma vida bem vivida deve ser envolvida por outras vidas que amam a vida. Porque no amor, os momentos são eternos, pessoas são únicas e a vida é uma só, então, vamos aproveitar bem tudo que o nosso coração sentir. Pois da vida nada se leva a não ser a vida que se leva!

4 de outubro de 2025

LER É ABRIR A MENTE PARA UM UNIVERSO REPLETO

A leitura é o veículo possante. Que tem sempre as portas bem abertas. Leva o sábio a grandes descobertas. Deixa sábio o pior ignorante. Gentilmente conduz o curioso. Por estradas sem pedras ou torrão. Prosa ou verso, soneto ou redação. Faz do fraco guerreiro valoroso.

Mesmo tendo uma forte propulsão. O seu tanque precisa abastecer. Mas não tem no mercado pra comprar. Pra você ingressar neste avião, duas coisas terá que oferecer Interesse e total dedicação. Ler é abrir a mente para um universo repleto. A leitura nos dá um passaporte para viajar. Interpretar um bom livro deixa-nos completo. É um êxtase abrir, ler, se inteirar e amar.

Nesse mundão tão formidável que é ler. Encanta a todos que se permitem entrar. Ficar sem folhear um livro é como morrer. Nessas histórias incríveis é só mergulhar. Em um oceano literário que não tem fim. Se perder por significados e sentimentos. Não existe melhor situação para mim. Personagens, enredo, emoção e tensão. Essa simbiose entre o leitor e o livro é algo único, uma fulminante paixão.

23 de setembro de 2025

AMOR QUE SE PREZA NÃO TE DESPREZA

O primeiro amor nem sempre chega na ordem certa. Às vezes, ele vem quando a alma já carrega cicatrizes e o tempo já desenhou histórias em nossa pele. Mas há algo mágico nisso: os amores tardios trazem uma intensidade diferente, um calor que não queima, mas aquece um refúgio onde o cheiro é de lar e os beijos têm o sabor exato de cereja com romã.

Quando acumulamos fracassos sentimentais, sentimos que nosso coração, outrora vivo e pulsante, se tornou pedra e afundou no poço do desencanto. Mas o amor, quando verdadeiro, nos prova que até as pedras podem florescer.

Com o passar dos anos, podemos nos enxergar como frutas maduras, ligeiramente marcadas pelo tempo. Mas é preciso lembrar: o sabor mais doce vem da maturidade, não da imaturidade. O que nos define não são as feridas que carregamos, mas a capacidade de sentir, de desejar, de nos entregar sem medo.

Nesse encontro, ninguém precisa renunciar ao passado. Ele simplesmente coexiste, assim como nossas cicatrizes e rugas, que contam histórias de vida e não de fraqueza. Porque o amor maduro não entende de idade — ele compreende apenas a alma.

Então, não importa se o primeiro amor não chegou na juventude. A vida nunca segue uma ordem perfeita, mas sempre tem um jeito maravilhosamente caótico de nos surpreender. E enquanto tivermos sonhos e um coração que se recusa a envelhecer, sempre haverá espaço para um amor que chega no tempo certo, mesmo que esse tempo seja agora.

DAMOS POUCA IMPORTÂNCIA AOS NOSSOS SENTIMENTOS

Temos uma tendência a tratar muito mal as nossas emoções. Damos pouca importância aos sentimentos nobres como as emoções. Desde pequeno somo...