7 de agosto de 2026

ESSE DEUS PERSONIFICADO PELA RELIGIÃO NÃO EXISTE

A religião sempre desempenhou o papel fundamental na história das pessoas. Na verdade as pessoas de modo geral desejam acreditar em Deus, conforme-lhes foi ensinado. Como explicar que há pastores e pregadores midiáticos ensinando errado sobre costumes e moral religiosa? Há quem permita quase tudo e há quem proíba quase tudo. 

Tomás de Aquino, um dos mais influentes teólogos dominicanos do cristianismo na tradição conhecida como Escolástica, elaborou um tratado filosófico contendo cinco argumentos na tentativa de harmonizar a “fé” e “razão”. Queria provar a existência de Deus e até hoje estes argumentos são ruminados pelos estudantes de teologia nos seminários.

É muito difícil manter autoestima quando o ser humano é mortal, envelhece, fica doente, perde quem ama, não sabe muito bem qual rumo a tomar na vida. Tudo isso é muito complicado para a preservação da autoestima, por conta da tradição judaico-cristã que implantou a teoria do pecado no mundo. O "bem" e o "mal" são perspectivas humanas e não divinas.

Os verdadeiros teólogos, filósofos, historiadores da fé, que estudaram 20, 40 anos, muitos lecionam em universidades nem sequer têm espaço em rádios, TVs, editoras e muito menos são convidados por essas instituições. Os craques da mídia ocuparam todos os espaços. Nada contra eles, mas a verdade é que faltam mestres do saber em muitas emissoras de rádios e TVs e, quando divulgam suas pesquisas científicas, poucos são os interessados.

Poucos são os pastores e pregadores que mostram com conhecimento o que estão dizendo. Não divulgam o evangelho na sua essência. Pregam uma teologia distorcida. Tudo coisa da cabeça do pastor que não concluiu seus estudos de teologia e, se concluiu faltou às aulas de ecumenismo, filosofia, sociologia, pneumatologia, mariologia e escatologia. Achou que bastaria orar muito, ensinar orar e apontar o céu e o inferno para quem quisesse ser cristão.

A separação entre o humano e o natural é uma ilusão. Somos parte de um Todo vivo pulsante, sagrado. Amar é dar Deus para o outro. Amar é estar juntos nos braços da divindade. O povo evangélico ora muito, testemunha muito e abraça todas as devoções do momento, mas quase não lê a Bíblia como deve ser lida e quando lê, interpreta tudo errado, leva ao pé da letra. São analfabetos funcionais que sabe ler, mas não consegue interpretar o que leu.

São poucos os pastores e pregadores que mostram com conhecimento o que estão dizendo. Preferem ouvir seus gurus que lhes ensinam como se comportar nas pregações. Só não lhes ensinam a pensar como cristão raiz. Querem ser mais cristão que o próprio Cristo. São craques em orar, cantar, louvar e dar testemunhos. E isto é bom, mas não basta. Jesus ensinava os apóstolos a pensarem.

A alguns lideres religioso não tem livros de catequese, dicionário de teologia em casa, na cabeceira cama, na estante ou nas bibliotecas das Igrejas. Nunca ouviram falar na pedagogia cristã ensinada por Jesus, aos seus apóstolos. Alguns pregadores de mídia passam horas em retiros falando de anjos, santos, pecado, inferno, céu e santidade, mas não conseguem falar três minutos sobre o significado da fé e da palavra espiritualidade.

Nunca estudaram e seus superiores ocupam pouco tempo com isto. Aprendem a viver como cristão, mas nunca aprenderam a pensar como um verdadeiro cristão. As melhores pessoas que conheço não são evangélicas. E isto é uma grande lacuna na formação desses novos lideres religiosos, pastores, padres e pregadores evangélicos. Estão muito mais preocupados com resultados do que com a formação filosófica e teológica. Trilhar o caminho da fé também requer aprendizado.

Portanto, conhecer a Deus não é um ato de fé cega, mas sim o entendimento racional das causas e das leis da natureza. De modo que Deus é tudo o que é, aquele que Sou. Tudo segue uma necessidade natural, não um propósito divino ou vontade. Deus não é um criador externo, mas a própria estrutura causa e essência de tudo o que existe. Assim sendo, de que adianta falar do meu amor a Deus, se não pratico esse amor com o meu próximo.  

11 de julho de 2026

AMAR É TAMBÉM AJUDAR O OUTRO A EVOLUÍR

A trajetória da vida não é formada apenas por conquistas, títulos ou reconhecimentos. Para Denzel Washington, o verdadeiro significado do sucesso está em uma jornada de transformação que passa pelo aprendizado, pelas realizações e, principalmente, pela capacidade de devolver ao mundo aquilo que foi construído ao longo dos anos.

Na primeira parte da vida, você aprende. Na segunda, você vence. Na terceira, você retribui, apresenta uma visão profunda sobre crescimento pessoal e mostra que as maiores conquistas não terminam quando alcançamos nossos próprios objetivos, mas quando conseguimos ajudar outras pessoas a evoluírem também.

O que significa aprender na primeira fase da vida? A primeira etapa da vida representa o período de formação, descoberta e preparação. É quando acumulamos conhecimento, desenvolvemos habilidades e aprendemos com experiências que moldam nossa personalidade e nossa visão sobre o mundo.

Por que vencer não significa apenas alcançar sucesso material, segundo Denzel Washington? A segunda fase mencionada pelo ator está relacionada às conquistas pessoais e profissionais. É o momento em que todo o aprendizado acumulado começa a gerar resultados e a pessoa passa a colher os frutos do próprio esforço.

No entanto, a ideia de vencer vai muito além de dinheiro, fama ou reconhecimento. Para Washington, uma verdadeira vitória envolve crescimento interior, realização de objetivos e a construção de uma vida com propósito. O sucesso também está relacionado à capacidade de permanecer fiel aos próprios valores enquanto se conquista espaço no mundo. Afinal, alcançar grandes resultados sem equilíbrio ou significado pode gerar uma sensação de vazio.

Por que deixar um legado é mais importante do que acumular conquistas? A reflexão de Denzel Washington apresenta uma visão de sucesso baseada no impacto causado na vida dos outros. As conquistas pessoais podem ser importantes, mas o legado construído permanece muito além dos próprios resultados.

Uma pessoa pode ser lembrada não apenas pelo que alcançou, mas pelas oportunidades que criou, pelas pessoas que inspirou e pelas mudanças positivas que ajudou a promover. Essa perspectiva também reforça a importância da generosidade, da empatia e da responsabilidade. O conhecimento adquirido ao longo da vida ganha ainda mais valor quando deixa de beneficiar apenas uma pessoa e passa a alcançar outras.

Qual é a principal lição da frase de Denzel Washington? A mensagem central da citação é que a vida possui diferentes momentos, e cada um deles tem uma função essencial. Primeiro aprendemos para crescer, depois conquistamos para desenvolver nosso potencial e, finalmente, retribuímos para dar sentido ao caminho percorrido.

O verdadeiro sucesso, segundo essa visão, não está apenas em chegar ao topo, mas em estender a mão para aqueles que ainda estão começando sua jornada. A maior vitória de uma pessoa pode ser perceber que sua experiência se tornou uma inspiração capaz de transformar outras vidas.

9 de maio de 2026

QUEM LÊ NÃO DEPENDE APENAS DO QUE ESCUTA

A leitura é o privilégio de quem decidiu não aceitar o mundo apenas como ele aparece, mas compreendê-lo além da superfície. Ler é mais do que absorver palavras. É desenvolver uma inteligência que percebe nuances, identifica intenções e sustenta opiniões com mais consistência.

Em tempos de excesso de fala e escassez de reflexão, a leitura continua sendo uma das práticas mais poderosas para formar uma mente sólida, lúcida e consciente do próprio valor. Quem lê não depende apenas do que escuta. Aprende a interpretar, comparar, questionar e concluir com maturidade.

E é exatamente aí que nasce uma autoridade verdadeira: não na aparência do saber, mas na profundidade de quem construiu pensamento. A leitura não ornamenta a mente. Ela estrutura, ela fortalece, ela eleva. Ler é um gesto silencioso que, com o tempo, transforma presença em conteúdo e conhecimento em influência.

3 de maio de 2026

COMO PARAR DE SE SENTIR CULPADO?

A culpa é um sentimento que aparece quando nos arrependemos de alguma coisa. Pode ser de uma conduta, uma palavra, uma decisão e até um pensamento. Você provavelmente já fez uma coisa ou duas das quais se arrependeu.

Ela se manifesta em nossa vida de diversas formas: autocrítica que emerge quando memórias do que aconteceu passam pela cabeça, medo das outras pessoas descobrirem o que você fez, e uma sensação desagradável na boca do estômago que acompanha a certeza de que você machucou alguém.

Essa é uma experiência compartilhada pela maioria das pessoas uma vez que cometer erros, não somos perfeitos. Não há como crescer, como pessoa sem errar no meio do caminho. Os erros são um artifício para adquirir sabedoria de vida.

Através deles, conseguimos identificar onde não estamos acertando, avaliar a nossa caminhada até o momento e traçar um novo plano de ação para superar dificuldades. Eles também nos mostram que determinadas ações, decisões, palavras e relacionamentos não são bons tanto para nós quanto para os outros. Por isso, devemos evitá-los.

Mesmo sabendo tudo isso, a culpa pode se alojar na sua mente e gerar perturbação emocional e física. Psicólogos explicam que esse sentimento também possui características positivas. Ele nos motiva a mudar o nosso comportamento para melhor uma vez que reconhecemos nossos erros.

24 de abril de 2026

SÓ EXISTO DE VERDADE QUANDO AMO VERDADEIRAMENTE

Antes que o mundo entrasse em chamas, Viktor Emil Frankl era um neurologista e psiquiatra de sucesso em Viena. Tinha 37 anos, era recém casado com Tilly, o amor da sua vida, e acabara de concluir um manuscrito revolucionário que mudaria a psicologia moderna.

À medida que a sombra da Alemanha nazista avançava sobre a Áustria, judeus começaram a ser presos e deportados. Viktor, graças à sua reputação internacional, recebeu um privilégio que milhões desejariam: um visto para emigrar para os Estados Unidos. Sua fuga estava garantida. Sua carreira, protegida.

Mas seus pais idosos não conseguiam vistos. Se ele fosse embora, eles ficariam sozinhos, à espera de uma deportação praticamente certa. Ele se viu diante da decisão mais difícil de sua vida.

Certa tarde, ao voltar para casa cheio de dúvidas, encontrou o pai chorando diante de um pedaço de mármore. O pai explicou que havia resgatado aquele fragmento das ruínas da principal sinagoga de Viena, destruída pelos nazistas. No mármore havia gravada uma única letra hebraica, parte de um dos Dez Mandamentos:

“Honra teu pai e tua mãe para que teus dias se prolonguem sobre a terra”. Viktor olhou para o mármore, depois para o pai e decidiu. Deixou seu visto expirar. Abriu mão da liberdade para enfrentar o destino ao lado da família. Em setembro de 1942, Viktor, sua esposa e seus pais foram presos e enviados a campos de concentração. Mais tarde, ele foi transferido para Auschwitz.

Ao chegar, enfrentou a temida “seleção”. Um oficial da SS, Josef Mengele, apontava para a direita ou para a esquerda. Direita significava trabalho forçado; esquerda, morte imediata nas câmaras de gás. Viktor foi enviado para a direita. Nos barracões, foi obrigado a se despir.

Ele carregava seu manuscrito escondido no forro do casaco. Tentou implorar a um prisioneiro para ajudá-lo a salvá-lo, dizendo que era o trabalho de sua vida. O homem apenas zombou dele. Tiraram seu casaco, suas roupas, seus documentos, sua identidade. Rasparam sua cabeça. Em seu braço, tatuaram o número 119104.

Viktor Frankl deixou de existir. Agora era apenas mais um número. Ele estava sozinho. Não sabia se sua esposa ainda vivia. Ao redor, o sofrimento era tão extremo que muitos prisioneiros se jogavam nas cercas elétricas para acabar com a dor. Durante três anos, Viktor enfrentou trabalho escravo brutal, cavando valas em solo congelado, alimentando-se apenas de água suja e um pedaço de pão por dia. Seus sapatos se desfizeram. Seus pés se encheram de feridas.

Como psiquiatra, começou a observar algo intrigante: homens fortes fisicamente morriam primeiro, enquanto alguns mais frágeis sobreviviam por meses. A diferença não estava no corpo, mas no espírito. Sobreviviam aqueles que tinham um propósito. Um motivo para continuar. Um “por que”.

Alguns sonhavam em reencontrar filhos. Outros queriam concluir trabalhos importantes. Quem perdia a esperança, morria. Viktor precisava de um propósito. Então começou a reescrever seu manuscrito na mente. Todas as noites, revisava capítulos inteiros mentalmente. Quando encontrava pedaços de papel, anotava palavras-chave com carvão.

Seu objetivo passou a levar ao mundo uma nova compreensão sobre o sofrimento humano. Mesmo em meio ao horror, ajudava outros prisioneiros à beira do suicídio, lembrando-os de que a vida ainda esperava algo deles. Foi ali que chegou à sua maior descoberta: os guardas podiam controlar tudo, como por exemplo: comida, dor, vida ou morte, mas não podiam controlar o que acontecia dentro dele.

Em abril de 1945, o campo foi libertado pelas tropas americanas. Viktor sobreviveu. Pesava apenas 38 quilos e estava doente, mas livre. Voltou a Viena esperando reencontrar sua esposa. Mas recebeu a notícia devastadora: sua mãe havia sido morta em Auschwitz. Seu pai morreu de exaustão. Seu irmão foi assassinado. E Tilly, sua amada, morreu de tifo aos 24 anos.

Ele estava completamente sozinho. Mesmo tendo sobrevivido ao Holocausto, quase sucumbiu à depressão. Sentia que não havia mais sentido. Então se lembrou de seus escritos. Lembrou-se dos homens que morreram sem esperança. Trancou-se em um quarto e, durante nove dias seguidos, ditou sua história e suas ideias. O livro recebeu o título de: “Em Busca de Sentido”.

Nele, escreveu sua ideia mais poderosa: “Tudo pode ser tirado de um homem, exceto uma coisa: a última das liberdades humanas — escolher a própria atitude diante de qualquer circunstância.” O livro foi traduzido para mais de 24 idiomas e se tornou um dos mais influentes do século XX.

Viktor não apenas reconstruiu sua vida — casou-se novamente, teve uma filha — como também ajudou milhares de pessoas ao redor do mundo com sua abordagem terapêutica, a Logoterapia. Ele faleceu em 1997, aos 92 anos. Às vezes, a história não é transformada por impérios ou exércitos. Mas por pessoas que escolhem ouvir a própria consciência e, mesmo na escuridão mais profunda, decidem acender uma luz que nunca se apaga.

12 de abril de 2026

CONHECER A DEUS NÃO É UM ATO DE FÉ CEGA

A religião sempre desempenhou um papel fundamental na história da humanidade. A filosofia não tem a função de negar ou ridicularizar esse grande fato humano que é a religião. Mas, na filosofia tem uma coisa que a religião não tem que é a necessidade de certo “ateísmo metodológico”.

O que isto quer dizer? Que o filósofo tem que ser alguém que não pode ter crenças dentro da pesquisa filosófica. Ainda que se tratasse de Deus, porque para a filosofia Deus não é “impossível” ele é “improvável”. Isto significa que a filosofia não nega e nem afirma a existência de Deus. Amor a Deus, para a filosofia, significa compreender a realidade e a harmonia de tudo o que existe.

Porém, o Deus de Spinoza é a substância única, infinita e imanente que é idêntica à própria Natureza (conceito conhecido como Deus, ou seja, Natureza), não sendo um criador pessoal, antropomórfico ou externo ao mundo. Para o filósofo Baruch Spinoza, tudo o que existe é uma manifestação ou modo dessa substância divina, operando por necessidade lógica e leis naturais, e não por vontade ou propósito, como prega as religiões monoteístas.

Deus não está fora do universo; Deus é o universo. Não há separação entre criador e criatura. Ausência de Antropomorfismo: Deus não tem sentimentos humanos, vontade, raiva ou julgamento moral. O "bem" e o "mal" são perspectivas humanas e não divinas.

Deus é Natureza - Harmonia: Einstein via Deus na "harmonia ordenada do que existe", e não como uma entidade antropomórfica. Ele declarou explicitamente em cartas que não acreditava em um Deus pessoal que se preocupa com as ações e destinos dos seres humanos. Para Einstein esse Deus personificado pela religião não existe.

Essa convergência entre filosofia, ciência e espiritualidade nos convida a uma nova postura diante do mundo. Não se trata de escolher entre Spinoza, Einstein ou os saberes afro-brasileiros. Trata-se de ouvir o que todos eles, em sua diversidade, estão dizendo: a separação entre o humano e o natural é uma ilusão. Somos parte de um todo vivo pulsante, sagrado.

Portanto, conhecer a Deus não é um ato de fé cega, mas sim o entendimento racional das causas e das leis da natureza. De modo que Deus é tudo o que é, aquele que sou. Tudo segue uma necessidade natural, não um propósito divino ou vontade. Deus não é um criador externo, mas a própria estrutura causa e essência de tudo o que existe.

8 de março de 2026

O QUE TODA MULHER GOSTARIA DE OUVIR NO SEU DIA A DIA

Oh! Mulher. É dama, diva. O que quiser. Mata no peito qualquer bola que vier. Nada teme quando quer, joga alto se puder. Mãe, filha, esposa, o que for, mostra sempre o seu valor devagar, alcançou o seu lugar. Enveredou por caminhos diferentes, veio à conquista de presente. Podia estar contente, mas persevera combatente.

Administra os filhos e a casa, de Deus recebeu as asas. Abre caminhos e atalhos. Poema de vida em cachos grisalhos. Em seu ventre tem morada, inquilina muito amada. Nove meses de contrato, do amor se fez o ato. Nesse oito de março, receba bem apertado, o meu abraço. Hoje o mundo é seu espaço. É no presente que se faz o laço.

Mulher, palavras não há para poder agradecer. E só sendo um homem sensível para poder reconhecer, que nada nessa vida é capaz de esconder o tamanho da força que existe dentro de você. Feliz Dia Internacional da Mulher, porque hoje é seu dia e todos os outros dias são para você.

ESSE DEUS PERSONIFICADO PELA RELIGIÃO NÃO EXISTE

A religião sempre desempenhou o papel fundamental na história das pessoas. Na verdade as pessoas de modo geral desejam acreditar em Deus, co...