Todo
final de ano continua a mesma promessa e sorriso forçados, mas o imperador
romano Marcos Aurélio, já alertava. A vida de cada homem é aquilo que seus
pensamentos fazem dela. Então pense! Por que você gasta mais, bebe mais, se
endivida mais e chama isso de felicidade?
Zenão
de Cítio, filósofo grego e fundador do estoicismo, ensinava que a multidão vive
escrava de ilusões criadas por outros. O natal e o ano novo não são celebrações
inocentes. São rituais modernos de distração, feitos para manter você
obediente, cansado e quebrado, acreditando que dessa vez tudo vai mudar.
Este
é o estoicismo, o vírus mental, o lugar onde ilusões morrem e a consciência
nasce. Se você está pronto para sair do ciclo, comente agora: “eu não vivo mais
no automático”. Isso marca o início da sua ruptura. As festas de fim de ano,
não são o que te ensinaram a acreditar. Elas não existem para celebrar você,
sua família ou sua vida. Elas existem para manter o jogo funcionando. Um jogo
antigo e bem organizado e extremamente lucrativo.
Onde
você entre todos os anos achando que é protagonista, quando na verdade é apenas
figurante. O natal e o ano novo funcionam como anestesia social, distraem,
entorpece e mantém milhões de pessoas ocupadas demais. Gastando, bebendo e
sorrindo, para perceber que estão sendo drenadas. Já dizia Marco Aurélio, que o
homem se torna escravo daquilo que não questiona.
De
modo que, poucos rituais são tão pouco questionados quanto essas datas. Observe
o padrão, todo ano o mesmo roteiro. Luzes artificiais, músicas repetidas,
discursos sobre amor e renovação. Mas na prática o que acontece? Pessoas
gastando o que não tem para impressionar, quem não importa. Presentes comprados
por obrigação, não por afeto. Cartão estourado, limites ultrapassados, divida normalizado.
Porém,
tudo é embalado numa falsa sensação de pertencimento. Você não está celebrando,
está obedecendo, está cumprindo um script social, que foi escrito muito antes de
você nascer. Os estoicos enxergariam isso com clareza brutal. Zenão de Cítio
ensinava que a maioria das pessoas, vive como animais, guiados por impulsos
externos. Reagindo a estímulos criados por outros. O natal moderno é exatamente
isso, um estímulo emocional cuidadosamente construído para ativar culpa,
comparação e consumo.
Por
conseguinte, se você não compra você é visto como frio, se não participa é
estranho, se não gasta é egoísta. A pressão não é sutil ela é psicológica. E
você cede porque quer se sentir parte de algo, mesmo que esse algo te empurre
para o fundo e então vem o excesso. Bebida ruim em quantidade absurda, comida
sem qualidade, só volume.
É
servido um peru seco como símbolo de fartura. Enquanto isso sua conta bancária
entra em estado crítico. Tudo isso é vendido como celebração, mas o corpo sente
o impacto, o estomago pesa, a mente fica lenta. O dia seguinte chega com
ressaca física e moral. O estoico busca temperança, o sistema promove exagero.
Pessoas
cansadas não questionam, pessoas entorpecidas não reagem, pessoas endividadas
obedecem. O ano novo é apenas a continuação da piada. Pessoas se deslocando em
massa, pagando caro para dormir mal, comer pior e se iludir mais. Casas
lotadas, colchões no chão, filas para tudo. Acreditam que mudar o cenário muda
a vida, pulam ondas, vestem branco, fazem promessas vazias.
Portanto,
o filósofo grego Epicteto já alertava, não são os eventos que perturbam os
homens, mas o julgamento que eles fazem sobre eles. E o julgamento aqui é
infantil. Nenhuma virada de calendário muda quem você é, nenhum ritual
apaga hábitos, nenhuma superstição substitui disciplina. Enquanto isso o
sistema já fez a conta. O décimo terceiro evapora, janeiro chega pesado,
silencioso e cruel. Contas acumuladas, cartão estourado, motivação zero. Volta
ao trabalho cansado, frustrado e ainda assim, acreditando que ano que vem vai
ser diferente. Contudo, essa é a armadilha mais eficiente de todas.
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