24 de janeiro de 2026

EXISTE UMA DOR SILENCIOSA NA MAIORIA DOS HOMENS

Existe uma dor silenciosa presente em muitos homens casados que quase nunca é verbalizada. Não porque ele não tem coragem, mas porque muitos homens não aprenderam a falar sobre sentimentos sem se sentirem fracos, inadequados ou desrespeitados. Essa dor não nasce da falta de sexo em si.

Para muitos homens, o ato sexual poderia acontecer com qualquer mulher. Essa dor nasce da ausência de demonstração de interesse afetivo por parte da esposa, da falta de iniciativa, do desejo claramente demonstrado e da sensação constante de rejeição emocional e íntima.

Para muitos homens, o problema não é ouvir um “não”. O problema é viver em um casamento onde o “sim” parece sempre vir por obrigação. Quando a mulher nunca inicia o contato íntimo, nunca demonstra desejo espontâneo, nunca chama, nunca provoca, nunca se antecipa, o homem começa a interpretar algo muito mais profundo do que a simples rotina sexual.

O homem começa a sentir que é apenas tolerado. Na mente masculina, a ausência de iniciativa não comunica neutralidade. Ela comunica desinteresse. Com o tempo, esse homem passa a ocupar um lugar muito específico dentro do casamento: O lugar do provedor silencioso de um homem que sustenta, resolve, paga, protege e segura tudo, mas não é mais desejado.

Ele se torna o senhor dos boletos, responsabilidades e das cobranças. Mas não o homem do carinho e da atenção. Muitos desses homens continuam fiéis. Continuam presentes e cumprindo seu papel. Mas internamente estão emocionalmente quebrados. Porque o desejo masculino não é apenas físico, como muitos acreditam.

O homem está profundamente ligado à validação, à admiração e ao sentimento de ser aceito. Quando o homem percebe que precisa sempre pedir, insistir ou esperar, algo se quebra dentro dele. Ele passa a se sentir invasivo, indesejado, um incômodo ou até sentir-se o móvel da sala, ninguém mais liga pra ele. E, aos poucos, começa a se retrair.

Portanto, a maioria dos homens não se retrai por falta de amor. Mas por autoproteção emocional. É nesse ponto que muitos casamentos entram em uma zona perigosa: não há mais brigas constantes, não há grandes escândalos, mas também não há conexão ou intimidade. E esse é um dos sinais mais sérios de “Burnout masculino” (esgotamento físico e mental causado por estresse).

10 de janeiro de 2026

TODO FINAL DE ANO VIVEMOS O MESMO TEATRO

Todo final de ano continua a mesma promessa e sorriso forçados, mas o imperador romano Marcos Aurélio, já alertava. A vida de cada homem é aquilo que seus pensamentos fazem dela. Então pense! Por que você gasta mais, bebe mais, se endivida mais e chama isso de felicidade?

Zenão de Cítio, filósofo grego e fundador do estoicismo, ensinava que a multidão vive escrava de ilusões criadas por outros. O natal e o ano novo não são celebrações inocentes. São rituais modernos de distração, feitos para manter você obediente, cansado e quebrado, acreditando que dessa vez tudo vai mudar.

Este é o estoicismo, o vírus mental, o lugar onde ilusões morrem e a consciência nasce. Se você está pronto para sair do ciclo, comente agora: “eu não vivo mais no automático”. Isso marca o início da sua ruptura. As festas de fim de ano, não são o que te ensinaram a acreditar. Elas não existem para celebrar você, sua família ou sua vida. Elas existem para manter o jogo funcionando. Um jogo antigo e bem organizado e extremamente lucrativo.

Onde você entre todos os anos achando que é protagonista, quando na verdade é apenas figurante. O natal e o ano novo funcionam como anestesia social, distraem, entorpece e mantém milhões de pessoas ocupadas demais. Gastando, bebendo e sorrindo, para perceber que estão sendo drenadas. Já dizia Marco Aurélio, que o homem se torna escravo daquilo que não questiona.

De modo que, poucos rituais são tão pouco questionados quanto essas datas. Observe o padrão, todo ano o mesmo roteiro. Luzes artificiais, músicas repetidas, discursos sobre amor e renovação. Mas na prática o que acontece? Pessoas gastando o que não tem para impressionar, quem não importa. Presentes comprados por obrigação, não por afeto. Cartão estourado, limites ultrapassados, divida normalizado.

Porém, tudo é embalado numa falsa sensação de pertencimento. Você não está celebrando, está obedecendo, está cumprindo um script social, que foi escrito muito antes de você nascer. Os estoicos enxergariam isso com clareza brutal. Zenão de Cítio ensinava que a maioria das pessoas, vive como animais, guiados por impulsos externos. Reagindo a estímulos criados por outros. O natal moderno é exatamente isso, um estímulo emocional cuidadosamente construído para ativar culpa, comparação e consumo.

Por conseguinte, se você não compra você é visto como frio, se não participa é estranho, se não gasta é egoísta. A pressão não é sutil ela é psicológica. E você cede porque quer se sentir parte de algo, mesmo que esse algo te empurre para o fundo e então vem o excesso. Bebida ruim em quantidade absurda, comida sem qualidade, só volume.

É servido um peru seco como símbolo de fartura. Enquanto isso sua conta bancária entra em estado crítico. Tudo isso é vendido como celebração, mas o corpo sente o impacto, o estomago pesa, a mente fica lenta. O dia seguinte chega com ressaca física e moral. O estoico busca temperança, o sistema promove exagero.

Pessoas cansadas não questionam, pessoas entorpecidas não reagem, pessoas endividadas obedecem. O ano novo é apenas a continuação da piada. Pessoas se deslocando em massa, pagando caro para dormir mal, comer pior e se iludir mais. Casas lotadas, colchões no chão, filas para tudo. Acreditam que mudar o cenário muda a vida, pulam ondas, vestem branco, fazem promessas vazias.

Portanto, o filósofo grego Epicteto já alertava, não são os eventos que perturbam os homens, mas o julgamento que eles fazem sobre eles. E o julgamento aqui é infantil. Nenhuma virada de calendário muda quem você é, nenhum ritual apaga hábitos, nenhuma superstição substitui disciplina. Enquanto isso o sistema já fez a conta. O décimo terceiro evapora, janeiro chega pesado, silencioso e cruel. Contas acumuladas, cartão estourado, motivação zero. Volta ao trabalho cansado, frustrado e ainda assim, acreditando que ano que vem vai ser diferente. Contudo, essa é a armadilha mais eficiente de todas.  

EXISTE UMA DOR SILENCIOSA NA MAIORIA DOS HOMENS

Existe uma dor silenciosa presente em muitos homens casados que quase nunca é verbalizada. Não porque ele não tem coragem, mas porque muitos...